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MS não deve decretar epidemia de chikungunya, apesar de incidência próxima à de SP

Por Higor Alexandre | 30/04/2026 7:23

A Secretaria de Saúde informou que, ao contrário de São Paulo, que optou por decretar emergência, Mato Grosso do Sul ainda deve considerar outros critérios antes de tomar uma decisão.

Nesta quarta-feira (29), o estado registrou coeficiente de incidência de 304,4 casos de chikungunya a cada 100 mil habitantes. O número consta no monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde e aponta um cenário de alta incidência da doença.

De acordo com a SES (Secretaria de Estado de Saúde), embora esse indicador seja relevante para medir a intensidade da transmissão — principalmente nos municípios — ele não é suficiente, por si só, para definir uma epidemia em todo o estado.

Diferentemente de São Paulo, que na última sexta-feira (21) ultrapassou a marca de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes e decretou emergência sanitária, Mato Grosso do Sul não deve adotar a mesma medida neste momento.

Em nota, a secretaria explica que a caracterização de uma epidemia envolve diversos fatores, como o crescimento contínuo de casos em relação ao histórico, a disseminação da doença entre os municípios, a comprovação da circulação do vírus e os impactos no sistema de saúde. Conforme orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, considera-se epidemia quando o número de casos supera o esperado para determinado período e região.

Situação epidemiológica em MS

A SES informou que o estado segue sob monitoramento constante. A análise atual leva em conta não apenas o índice geral, mas também a distribuição dos casos e o comportamento da transmissão entre os municípios. Por isso, a definição de epidemia em nível estadual depende de uma avaliação técnica mais abrangente.

Mesmo sem declarar emergência, a secretaria afirma que reforçou ações de vigilância, combate ao mosquito, exames laboratoriais e organização da rede de atendimento, além de dar suporte aos municípios com maior incidência.

Segundo a pasta, os critérios adotados seguem parâmetros nacionais e internacionais, especialmente os do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, sempre considerando as particularidades locais.

Municípios em situação de epidemia:

  • Fátima do Sul – incidência de 2.548,4 (548 casos prováveis);
  • Sete Quedas – incidência de 2.102,1 (238 casos prováveis);
  • Paraíso das Águas – incidência de 1.540,6 (90 casos prováveis);
  • Jardim – incidência de 1.428,3 (350 casos prováveis);
  • Douradina – incidência de 1.196 (69 casos prováveis);
  • Corumbá – incidência de 899,2 (888 casos prováveis);
  • Amambai – incidência de 847,9 (354 casos prováveis);
  • Selvíria – incidência de 837,5 (73 casos prováveis);
  • Vicentina – incidência de 691,8 (45 casos prováveis);
  • Dourados – incidência de 626,5 (1.654 casos prováveis);
  • Batayporã – incidência de 539 (59 casos prováveis);
  • Bonito – incidência de 535,3 (134 casos prováveis);
  • Guia Lopes da Laguna – incidência de 533,8 (54 casos prováveis);
  • Costa Rica – incidência de 511,5 (147 casos prováveis);
  • Ladário – incidência de 392,4 (88 casos prováveis);
  • Figueirão – incidência de 319,9 (12 casos prováveis);
  • Angélica – incidência de 318,4 (36 casos prováveis);
  • Jateí – incidência de 305,9 (11 casos prováveis).