Entre os dias 23 e 29 de março, Campo Grande sediará a COP15, um evento técnico internacional que reunirá representantes de pelo menos 130 países em discussões mundiais sobre os acordos internacionais relacionados às aves migratórias. A expectativa é receber cerca de três mil participantes, entre pesquisadores, cientistas, representantes governamentais e membros da sociedade civil.Para coroar o início do evento, a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável), criará o Bosque da COP15, em uma área verde localizada no bairro Carandá Bosque. O ponto exato ainda não foi divulgado, mas a proposta é que o espaço receba cerca de 200 árvores nativas do Cerrado, todas disponibilizadas pelo Viveiro Municipal Flora do Cerrado e via compensações ambientais.A medida busca contribuir diretamente para a ampliação da cobertura vegetal urbana e promoção da qualidade de vida dos moradores.
Campo Grande na rota do peregrinoDesde abril de 2023, Campo Grande é reconhecida como a Capital do Birdwatching, o turismo de observação de aves. O fato de o município estar estrategicamente localizado próximo ao Pantanal e inserido em importantes rotas migratórias também contribuiu para que fosse escolhido anfitrião do evento.A capital sul-mato-grossese abriga cerca de 400 espécies de aves, sendo aproximadamente 80 migratórias. Entre elas, destacam-se a tesourinha, facilmente observada na área urbana, e o falcão-peregrino, a ave mais rápida do mundo, que, em mergulho, passa fácil dos 320 km/h.Locais como a Lagoa Itatiaia, por exemplo, figuram como ponto de observação da cidade, reunindo dezenas de espécies e evidenciando a importância do município para a preservação da biodiversidade.Recentemente, a ONU (Organização das Nações Unidas) indicou a observação de pássaros como atividade turística em Campo Grande.
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