Considerado por muitos visitantes como uma das experiências mais marcantes do país, o Bioparque Pantanal, em Campo Grande, segue encantando quem passa por lá. O policial militar Diogo Cidral, que conheceu o espaço recentemente, ficou impressionado com a estrutura e a variedade de espécies presentes no local.
A admiração demonstrada por Diogo não é um caso isolado. Comentários semelhantes são frequentes entre os visitantes. Em seus quatro anos de funcionamento, o Bioparque já recebeu mais de 1,5 milhão de pessoas, que percorrem seus ambientes e conhecem de perto a riqueza do Pantanal.
Segundo Diogo, o espaço proporciona uma oportunidade única de aprofundar o conhecimento sobre o bioma pantaneiro. Ele destaca que a diversidade e as características do ecossistema local tornam o atrativo um diferencial, ajudando o público a compreender melhor a importância do Pantanal.
O fluxo de turistas reforça essa relevância. Reconhecido como o maior aquário de água doce do mundo, o Bioparque tem contribuído para mudanças no comportamento dos visitantes em Campo Grande. De acordo com o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (FundTur MS), Bruno Wendling, muitos turistas que antes apenas passavam pela Capital rumo a destinos como Bonito e Corumbá passaram a permanecer mais tempo na cidade.
Esse aumento na permanência também impulsiona outros setores, como hotelaria e gastronomia, que se beneficiam do crescimento no número de visitantes. Os períodos de maior movimento ocorrem durante as férias escolares, nos meses de janeiro e julho, além de feriados prolongados.
Durante a semana, o público é formado principalmente por estudantes — mais de 100 mil alunos já visitaram o local. Aos sábados, predominam famílias em busca de lazer e aprendizado.
Além do público geral, o Bioparque também recebe visitantes de destaque, como autoridades, artistas e pesquisadores do Brasil e do exterior. Para a gestão do espaço, esse reconhecimento reforça sua importância como centro de ciência, educação ambiental, inclusão, turismo e conservação.
O local também tem conquistado reconhecimento internacional. Entre as conquistas estão o Selo Ouro de Sustentabilidade, concedido pela Green Destinations, e a inclusão na lista da revista Time como um dos 50 melhores destinos turísticos do mundo.
Com cerca de 470 espécies, o Bioparque motiva visitantes a viajarem longas distâncias para conhecê-lo. Um dos relatos marcantes é o de uma família de Santa Catarina que foi até Campo Grande para proporcionar a um filho autista a experiência de visitar o espaço.
Histórias emocionantes também fazem parte da trajetória do local. Em setembro do ano passado, a visita ao Bioparque foi descrita como um “sopro de vida” para Giselle Maria Ferreira Lourenço, moradora de Campo Grande em cuidados paliativos. Diagnosticada com doença pulmonar obstrutiva crônica, ela tinha grandes limitações para sair de casa.
A iniciativa de levá-la ao passeio partiu dos profissionais de saúde que a acompanhavam. Segundo a filha, Bárbara Lourenço Mourão, a experiência transformou o estado emocional da mãe. Inicialmente receosa, Giselle se sentiu acolhida com o suporte da equipe e voltou para casa renovada, passando a reviver o momento por meio das fotos tiradas durante o passeio.