Após promessa de pagamento nesta segunda-feira (27), os motoristas do Consórcio Guaicurus receberam o ‘vale’ — um adiantamento do salário — oferecido pelas empresas consorciadas. Assim, põe fim a ‘novela’ de greves e paralisações — mas não aos problemas enfrentados pela população diariamente.Uma assembleia chegou a ser marcada para esta segunda com o indicativo de paralisação, mas foi cancelada diante da ‘promessa’ de pagamento. Assim, durante o dia, todos as empresas vinculadas ao Consórcio Guaicurus quitaram as pendências com os motoristas, conforme o presidente do STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande), Demétrio Freitas.O pagamento do vale salarial deveria ter ocorrido em 20 de outubro. Na terça-feira (21), Campo Grande amanheceu ‘parada’, pois os ônibus não saíram da garagem — nem os motoristas sabiam da paralisação.Então, na quarta-feira (22), a Prefeitura da Capital adiantou R$ 2,3 milhões aos empresários após reunião com a diretoria do Consórcio, segundo a secretária municipal de Finanças e Planejamento, Márcia Hokama.Porém, o Consórcio só deu previsão de depositar o valor em razão dos motoristas, após denúncias sobre suposta ‘greve fake’ e suspeita de manobra dos empresários para recebimento de recursos públicos.Mesmo após o reestabelecimento do serviço na terça, algumas linhas de ônibus registram falhas e atrasos — que são uma constante em Campo Grande. Por exemplo, segundo leitores do Jornal Midiamax, a linha 526, do Parque dos Poderes ao Nova Bahia, registrou atrasos. Também foram registradas falhas nas linhas expressas.consórcio guaicurusRecentemente, ônibus deixou passageiros da linha 214 a pé no bairro Mata do Segredo. A paralisação surpreendeu tanto passageiros quanto parte dos próprios motoristas e reacendeu suspeitas sobre o histórico do Consórcio Guaicurus de utilizar crises e paralisações como forma de pressão por mais repasses públicos. O atraso no vale, que corresponde ao adiantamento de parte do salário, foi o estopim para a mobilização dos trabalhadores.A concessionária, por sua vez, voltou a justificar o problema alegando insuficiência de recursos e a necessidade de novos aportes financeiros da Prefeitura, para honrar compromissos trabalhistas. Após o episódio, o município adiantou o repasse de R$ 2,3 milhões ao Consórcio, o que permitiu destravar as negociações.Assim, no domingo (26), o Consórcio encaminhou documento confirmando o vale, após uma semana do prazo regular. Vale lembrar ainda que, na sexta-feira (24), o STTCU-CG percorreu os terminais de ônibus de Campo Grande a fim de convocar motoristas para a assembleia-geral que decidiria sobre a paralisação da categoria — que viria mais tarde a ser cancelada.
Creditos: Midiamax