Levantamento do MapBiomas, divulgado hoje (12), revela que a área anual que permanece alagada no bioma diminuiu 75% entre a primeira e a última década do período analisado (1985-2024), com o ano de 2024 sendo o mais seco de toda a série histórica.O período mais seco das últimas quatro décadas e as mudanças na Planície Pantaneira se correlacionam às transformações ocorridas no Planalto da BAP (Bacia do Alto Paraguai), onde nascem os rios que abastecem o bioma.
A análise por décadas detalha a dinâmica na Planície e no Planalto:•1985–1994: a maior conversão de formação savânica para pastagem ocorreu nesta década. A pastagem dobrou a área existente (592 mil hectares). Conversão de 341 mil hectares de formação savânica, 166 mil hectares de formação florestal, 57 mil hectares de vegetação campestre e 28 mil hectares de campo alagado. O Planalto perdeu 12% de sua vegetação nativa (2,6 milhões de hectares).•1995–2004: o desmatamento avançou para o interior do bioma Pantanal, com perda de 527 mil hectares de vegetação nativa, o que representa perda de 3% da vegetação nativa no bioma. No Planalto, a perda de vegetação nativa foi de 9%. •2005–2014: observou-se, pela primeira vez, a redução da frequência de alagamentos e o adensamento lenhoso, com 350 mil hectares de formações savânicas se expandindo sobre campos e pastagens. As perdas de vegetação nativa proporcional, na Planície e no Planalto, foram de 1,5% em cada região.•2015–2024: a década mais seca, com a redução de 1,2 milhão de hectares (em relação à primeira década) na área anual que permanece alagada na Planície. Nesta última década, a Planície Pantaneira perdeu mais vegetação nativa (450 mil hectares) do que o Planalto, que mantém, em 2024, 42% de áreas naturais, enquanto o Pantanal tem 84% do bioma com áreas naturais.
Creditos: Midiamax